Filmes assistidos recentemente #14 + séries novas

Depois de alguns meses, hoje eu resolvi voltar com a série de posts sobre filmes, pois nos últimos tempos assisti vários filmes legais que valem a pena ser compartilhados. Mas antes de tudo quero falar também de algumas séries que eu comecei a assistir e elas já me conquistaram tanto que não tem como não falar delas.

A primeira delas é Scream, que não é tão novidade assim (estreou no ano passado, mas só comecei a assistir nesse ano), mas vem cativando mais público a cada dia. A série é uma adaptação dos filmes do Pânico e tem praticamente a mesma história: um grupo de adolescentes é alvo de um assassino em série, que persegue e mata violentamente alguns deles. Apesar do clichê, a série conseguiu se renovar, trazendo um roteiro mais envolvente e misterioso, personagens mais desenvolvidos e cativantes. A série está na 2º temporada e eu estou gostando bastante de acompanhar!

E outra série que mal foi lançada e já está dando o que falar é Stranger Things. Sério gente, essa série é incrível, INCRÍVEL! Ela estreou no dia 15 de julho no Netflix (já saíram todos os oito episódios) e não nos aguentamos e já assistimos tudo. A história se passa numa cidade chamada Hawkins, em meados dos anos 80, quando um menino, Will, de 12 anos desaparece misteriosamente. Apesar das buscas da polícia e da família, os três melhores amigos do menino resolvem investigar sozinhos o que aconteceu e se deparam com um mundo sobrenatural. 

Parece bobo com essa minha descrição, mas é uma série muito inteligente, com um clima gostoso de nostalgia pelas referências dos anos 80, um ótimo suspense e elenco maravilhoso. Ainda não vi ninguém falar algo negativo da série e acredito que vai agradar gente de todos os gostos.


E agora vamos aos filmes:

1. A Garota Dinamarquesa
É uma história bem tocante, super sensível, e com atuações incríveis. A maneira como trataram o tema da transsexualidade foi muito boa, delicada. Além de tudo o filme tem uma fotografia belíssima, com cenários e figurinos lindos.

2. Grace de Mônaco
Desde que comecei a ler sobre história da moda Grace Kelly sempre aparecia como um ícone para a época (e mesmo assim tão atual). No filme, achei que não foi mostrado tudo o que ela representou, o filme não retrata a vida e carreira toda dela, acho que foi disso que senti falta, mas mesmo assim achei um filme bom. A Nicole Kidman está belíssima no papel.


3. A Garota Ideal
Que filme mais amorzinho! Não esperava muito e acabei gostando bastante. É um filme bem sentimental mas com um toque de humor que deixou ele bem leve e prazeroso de assistir. O Ryan Gosling está muito fofo no filme. Indico pra todo mundo!


Já assistiram algum desses ou estão acompanhando as séries que eu falei? Me conta nos comentários o que está achando!

Trend: sapatos metalizados

Vocês já perceberam que, em termos de moda, estamos quase em um revival dos anos 80 e 90? Tudo que era tendência na época está em alta novamente hoje em dia, como as calças de cintura super alta, blusinha cropped, aplicações de patches, tattoo chockers, bandanas e tantas outras coisas.

E hoje eu vim falar de mais uma tendência inspirada na época, que fez sucesso nas últimas fashion weeks e que vem se tornando uma peça-chave de estilo para muitas fashionistas: os sapatos metalizados. E esse é mais um daqueles itens que ou você ama ou odeia, mas acredito que pode ser uma peça interessante pra jogar com looks mais básicos e deixá-los mais modernos e estilosos.

O que eu mais gosto nessa tendência é que ela pode se adaptar com qualquer estilo de acordo com o modelo de sapato escolhido. Eu, particularmente, apostaria em um oxford ou um tênis metalizado prata, porque acho que combinaria mais com o meu estilo.

Tem muita gente que olha e já torce o nariz, mas não imagina os looks lindos que pode compor com um sapato assim. Por isso separei muitos looks pra deixar de inspiração por aqui! Dá uma olhada!



Essa tendência já está fazendo sucesso por aqui ainda no inverno, mas deve ganhar ainda mais força durante a primavera e verão. Como vocês podem ver na imagem acima, várias marcas já estão investindo nessas peças e a gente pode esperar muitos modelos diferentes.

Me contem, o que vocês acharam dessa moda? Usariam?

Na faculdade: Desenho de Moda


Olha quem resolveu aparecer! O final de semestre na faculdade foi intenso e me deixou totalmente sem tempo, então resolvi aproveitar o assunto e falar (e mostrar) como foi esse semestre já que vocês adoram saber o que a gente faz no curso de Moda.

Nesse semestre eu fiz algumas cadeiras (disciplinas) mais teóricas, como Fundamentos da Realidade Brasileira e Custos Aplicados à Moda, e uma cadeira totalmente prática, de Desenho de Moda, que é o motivo desse post.

Já falei outras vezes aqui no blog que eu não gosto muito de desenhar e por isso cadeiras de desenho sempre são um tormento pra mim. Porém, isso não quer dizer que meus desenhos são ruins, mesmo não gostando eu me esforço e dou o meu melhor nos trabalhos (tanto que tirei 10 no trabalho final e to me achando mesmo haha).


Ao longo do semestre aprendemos como montar um croqui, desde a base de corpo, que tem uma proporção diferente, até os acabamentos nas roupas, texturas, estampas, movimentos etc, pintura com canetinha, lápis de cor e aquarela. Para isso, todas as técnicas que aprendemos em outras disciplinas (Metodologia Visual, Desenho de Figura Humana) foram muito importantes para termos noção de sombras, formas e caimentos. 

Fizemos diversos looks livres ao longo do semestre e o trabalho final era uma mini-coleção com 10 looks utilizando como inspiração elementos da exposição entre[CORPOS], que ocorreu na universidade meses atrás. Eu ainda não recebi de volta o trabalho final, mas vou deixar abaixo alguns dos desenhos feitos nas aulas e também um vídeo de como eu faço pra pintar os croquis. Estão longe de ser perfeitos, mas estou muito feliz com o resultado porque achei que nunca conseguiria fazer algo assim.


O material que usamos para o desenho de croquis é bem específico (e caro). Utilizamos um tipo de papel para o desenho das bases, outro diferente (Marker) para a pintura com as canetinhas (ou marcadores), e outro para aquarela. E as canetas para a pintura também são específicas para esse tipo de desenho e por isso são mais caras. Todos os meus materiais eu comprei na Koralle, loja de Porto Alegre especializada em materiais artísticos.

Leia também:
- Faculdade de Moda: os primeiros desenhos
- Mitos e Verdades sobre a faculdade de moda

Começamos com o desenho das bases de corpo, usamos elas por baixo do papel Marker (que tem uma leve transparência) como guia para desenhar os looks. Com isso não precisamos desenhar um corpinho novo para cada look que fizermos. Os desenhos são feitos primeiro a lápis e sem muitos detalhes, pois eles são feitos depois na pintura.



Para pintar os desenhos nós usamos os marcadores Magic Color (ou canetas Tombow ou Sakura Koi) e eu preciso dizer que é muito difícil, precisa muito treino para a cor não ficar manchada ou o desenho não ficar borrado. Até pegar o jeito são muitos desenhos cagados haha. Os acabamentos de sombras, movimentos são feitos depois com lápis de cor, principalmente preto e branco. As vezes, depois de passar a canetinha no desenho a gente acha que vai ficar uma bosta, mas dando os retoques na cor com os lápis e fazendo os acabamentos bem feitos no final dá certo.



Curtiram? Me contem o que vocês tem vontade de saber sobre o curso de Moda que prometo voltar e falar do assunto por aqui!   

Precisamos falar sobre consumo consciente

No final do mês passado aconteceu na Universidade Feevale o Moda Insights, evento que busca trazer para o debate acadêmico temas referentes ao mercado da moda. Na edição desse ano, o tema proposto era o slow fashion, sustentabilidade e consumo consciente; temas que são muito importantes não só pra quem estuda moda mas também para nós consumidores em geral. 

Entre as palestrantes e os cases apresentados (muito bons e fontes de inspiração incríveis) teve um que chamou muito a minha atenção e que me fez ter vontade de trazer o assunto para o blog. Quem me acompanha a mais tempo sabe que nunca fui uma pessoa muito consumista, não só por questão financeira, mas porque fui educada a pensar sempre na necessidade antes de comprar só por comprar (obrigada mãe!). Também sempre tive muito incentivo a usar a criatividade e por isso sempre gostei de criar e customizar tudo, transformando coisas que eu já tinha em coisas novas (sejam elas roupas ou outros objetos). E isso fazia (e ainda faz) muito sentido pra mim.


Mas vamos voltar ao início. Uma das palestrantes na primeira noite do Moda Insights foi a Fernanda Simon, coordenadora brasileira de um movimento global chamado Fashion Revolution (conheçam o site AQUI, é muito legal), que alguns de vocês já devem ter ouvido falar. Resumindo, o objetivo desse movimento é aumentar a conscientização sobre o verdadeiro custo da moda e seu impacto em todas as fases do processo de produção e consumo. Eu já tinha visto alguma coisa desse projeto, mas depois da apresentação da Fernanda eu abri ainda mais meus olhos para o assunto e a importância dele. 

Hoje a gente vive em uma realidade onde marcas lançam coleções novas a cada dois ou três meses, onde vemos blogueiras e influenciadores apoiando, divulgando e incentivando um consumo compulsório de roupas de baixa qualidade e preços sem lógica. Sim, sem lógica, porque não dá pra pensar que uma blusa que custe R$15 não tenha sido feita por mão de obra escrava, ou que o material utilizado não poluiu solo e água. Pode ter certeza que alguém está pagando pelo preço daquela roupa.


Essa é a bandeira levantada pelo Fashion Revolution, que você se pergunte: “Quem fez as minhas roupas?”. Olhe a etiqueta da roupa que você está usando agora, veja onde ela foi feita (não a marca e sim a cadeia de produção por trás dela) e tente imaginar por quantas mãos, por quantas pessoas aquela peça passou até chegar em você. Peças 'importadas' ou com aquele clássico “fabricado na China” na etiqueta são tão comuns pra nós hoje que nem nos importamos. Mas está na hora de repensar isso e ver com outros olhos as marcas que vendem isso. Questione, se informe e reflita que tipo de moda você quer apoiar.

Pra finalizar o post vou deixar abaixo o vídeo Fashion Experience, que foi uma ação feita no centro de São Paulo com a ideia de provocar as pessoas em relação à produção de suas roupas. Impossível ficar indiferente ao tema depois de assistir.


Desculpem se o post ficou muito longo, depois de tanto tempo sem postar acabei me empolgando. Mas como estudante de moda e blogueira não poderia deixar de compartilhar isso com vocês. Não sou contra as grandes marcas, nem contra o mercado de moda em si, mas acredito que muita coisa possa ser melhorada e adaptada às condições do nosso planeta. A moda tem uma força muito grande, nos expressamos através dela e acredito que podemos usar a moda para o bem.